Escola de Samba Avenida Carlos AlvesMontagem do Roteiro, Guilherme Gomes
“Sou Eu Felicidade, Sou eu Cheio de Amor; Neste palco iluminado, Venha Descobrir Quem Eu Sou”.
1.º SETOR: ÁFRICA, UM RITUAL DE MAGIA.
Em África todos os objetos sejam eles cotidianos ou para cerimônias especiais, tem sempre uma utilidade prática. As máscaras são um exemplo muito claro, elas são usadas nas danças e cerimônias públicas, e a sua função é constituir um laço entre o mundo humano e o divino. Elas são esculpidas para serem exibidas em determinadas circunstâncias da vida social da tribo.
As máscaras africanas têm um significado totalmente diferente das máscaras ocidentais, são feitas para circunstâncias muito especiais: danças da fecundidade, ritos de iniciação, funerais, etc. Fora destas ocasiões, as máscaras perdem todo o seu significado e valor de divertimento. As máscaras são cuidadosamente guardadas até nova ocasião para serem usadas.
Comissão de Frente: XENUFOS
Os Xenufo, um povo que habita nas planícies da Costa do Marfim, utilizam de máscaras para os rituais de iniciação. O bailarino cobre a cabeça com uma máscara grande com feições de animal durante as cerimônias que precedem os ritos de iniciação. Os enfeites simbolizam diversos animais, e representam o caos inicial do universo. O homem que usa esta máscara aterroriza com as suas danças a gente da aldeia e afasta os espíritos maléficos, purificando o terreno antes de a cerimônia se iniciar.
Destaque de Chão “Invocação dos Espíritos”, José Clério
Trazendo muito Axé para a passarela, apresentando a dualidade entre o humano e o divino.
1.ª Alegoria Máscaras Cerimoniais
Destaque “Rituais Africanos”, Laís Medanha
Composição “Máscaras Africanas”
Destaque Central “A Caça”, Michel
A função da máscara é esconder o rosto do mascarado para que a identidade sobrenatural dele seja preservada. O mascarado ao por sua máscara tem o papel de mensageiro, regido pela força misteriosa da máscara ele a utiliza para transmitir ao seu povo mensagens, e para ter benefícios também. Pois mascarado pode se comunicar com seus antepassados, com figuras simbólicas da sua tradição. Pois a máscara confere autoridade, autentica, legitima o ato ritualizado, além de reafirmá-lo como indivíduo articulador e principalmente comunicador.
2.º SETOR: MITO OU LENDA, EU QUERO É BRINCAR.
O homem utiliza das máscaras para obter um diálogo com seus deuses ancestrais, e nestas representações (dança com máscara), encontram formas diferentes de crer, de se revelar ou, ainda, de representar o mundo próximo e a memória remota. A máscara vai além de uma peça, geralmente feita de madeira, ela é antes de tudo, uma preparação, um estado de predisposição, trata-se de compromisso e partilha. As máscaras podem ter uma ligação com o pós-morte.
1.ª Ala (Baianas) Dança da Fertilidade
A fertilidade e aumento de humanos, animais ou a terra estão entre as preocupações mais vitais do africano. Ele depende de harmonia com a natureza e seus Deuses. Sendo assim, as festividades agrícolas são periodicamente celebradas. Os altos sacerdotes utilizam suas máscaras durante todas as festividades representando uma comemoração teatral de suas divindades e ancestrais
2.ª Ala Máscaras Indígenas
Em algumas tribos indígenas, por exemplo, cabe aos índios mais idosos usá-las durante rituais para curar doentes, espantar maus espíritos ou celebrar casamentos e ritos de passagem – cerimônias nas quais os meninos e as meninas do grupo passam da infância para a idade adulta.
Destaque de Chão “O Segredo de Tutancâmon”, Thalita
3.ª Ala Máscara Funerária
No Egito faziam máscaras para colocar no rosto dos mortos para auxiliá-los na arriscada passagem para a vida eterna que acreditavam existir. Eram também usadas em situações que exigiam mais que simples habilidades humanas, como para propiciar a cura de doenças e evitar o perigo de acidentes.
Destaques de chão “Ritual de Passagem” (crianças)
Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Representam a realeza da XVIII dinastia do Egito, da qual Tutancâmon reinou.
2.ª Alegoria Morada de Tutancâmon
Destaque “Dádiva do Egito”, Taís Knop
Composição “As deusas Ísis, Néftis, Neit e Selket”; que protegiam o sarcófago.
Destaque Central “O Faraó”, Fernando Knop
Alegoria apresentada por uma pirâmide representa o grande mausoléu e última morada de Tutancâmon. A máscara funerária egípcia mais famosa é a do faraó Tutancâmon que reinou na XVIII dinastia.
A câmara funerária foi aberta de forma oficial no dia 16 de Fevereiro de 1923. Estava preenchida por quatro capelas em madeira dourada encaixadas umas nas outras, que protegiam um sarcófago em quartzito de forma retangular, seguindo a tradição da forma dos sarcófagos da XVIII dinastia. Em cada um dos cantos do sarcófago estão representadas as deusas Ísis, Néftis, Neit e Selket. Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos, encontrando-se a múmia no último destes caixões; sobre a face da múmia tinha a famosa máscara funerária. Decorados com os símbolos da realeza (a cobra e o abutre, símbolos do Alto e do Baixo Egito, a barba postiça retangular e cetros reais).
3.º SETOR: VIAJEM PELO MUNDO DAS MÁSCARAS.
“A História do Mundo Vai Desfilar…”
Passando por várias civilizações, Africanos, Indígenas, Egípcios, os Gregos com suas máscaras teatrais, Chineses imortalizados pela tradicional Ópera, chegando enfim ao tradicional carnaval de Veneza com luxuosas máscaras.
4.ª Ala Persona
“No Teatro da Avenida, Eu Sou a Máscara do Amor…”
No teatro grego, a máscara servia para dar aos atores a sua personagem, a sua persona (= máscara). As máscaras eram tipificadas, correspondendo a um tipo de personagem pré-determinado, tendo também expressões faciais imutáveis que indicavam o destino último da personagem. Escondendo o rosto, os atores representavam usando apenas o tom de voz e o gesto.
5.ª Ala Máscaras Chinesas
As máscaras das óperas tradicionais chinesas que combinam literatura, música, dança e belas artes com wushu e acrobacia. As máscaras de Dragão na China eram usadas para afastar os maus espíritos.
6.ª Ala Carnaval de Veneza
Carnaval Vienense, famoso pela época em que a nobreza se disfarça com máscaras para se misturar com a plebe.
3.ª Alegoria O deslumbrante carnaval Vienense.
Destaque “O Gondoleiro”
Composição “Nobresa Vienense”
Destaque Central “Máscaras de Veneza”, Yuri Tavares
O Carnaval de Veneza surge a partir da tradição do século XVII, onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo. Desde então as máscaras são o elemento mais importante deste carnaval. Há, no entanto registros de folguedos carnavalescos de 1268.
7.ª Ala (Bateria) Bobo da Corte
“Um dia usei um nariz de palhaço para esquecer a minha dor”
(adaptado do samba-enredo)
Rainha da Bateria: Crislanda Letícia
Madrinha da Bateria: Gisele
Princesa da Bateria: Maria Clara
O BUFÃO, “funcionário” da monarquia encarregado de entreter o rei e a rainha e fazê-los rirem. Muitas vezes eram as únicas pessoas que podiam criticar o rei sem correr riscos. É um tipo característico do grotesco. Existe desde a antiguidade, estando presente na corte, no teatro popular, sendo cômico e considerado desagradável por apontar de forma grotesca os vícios e as características da sociedade. Caracteriza-se pela deformidade e o exagero, sendo o excesso uma de suas principais características. O GRANDE PALHAÇO DA AVENIDA.
4.º SETOR: REVELE O MEU SEGREDO!
Sob a máscara tudo se oculta – o Bem e o Mal. Tanto usam máscara a Mulher Maravilha e o Superman, como os ladrões e os terroristas.
8.ª Ala (Ala de Crianças) Super-Heróis
Com a intenção de proteger sem atingir indiretamente as pessoas de que gostam, os Super-Heróis se escondem através de suas identidades secretas.
9.ª Ala (Ala de Crianças) Gatinhos
Destaque de Chão “Mulher Gato” e Mulher Gatinho, Blima e Sofia
10.ª Ala Mulher Gato
O alter ego de Selina Kyle, inimiga de Batman
Destaque de Chão “Don Diego De La Vega”, Noel Detoni
Zorro é um personagem de ficção, criado em 1919 pelo escritor norte-americano Johnston McCulley. Ele é apresentado como o alter-ego de Don Diego De La Vega, um jovem membro
da aristocracia californiana, em meados do século XIX, período em que a região era colônia da Espanha.
4.ª Alegoria Identidade Secreta
Composição Super-homem, Robin, Mulher Maravilha, Mulher Gavião,
Bem 10.
Destaque Central “O Charada”, Kaká Novak
Talvez devêssemos desaparecer. Esconder-nos e passar o carnaval disfarçados. Sumir na multidão. Pelos mais diferentes motivos. Os mais covardes e os mais nobres. Por errar e para acertar, também. Não agem assim os super-heróis e os vilões? Homens do bem e do mal? Espiões, bandidos, cientistas, escritores… Somem os homens, ficam suas histórias.
Não são só os heróis que se preocupam com a sua identidade secreta, na verdade os vilões são os que mais deveriam se preocupar com isso, contudo, quando o herói os vencem, eles são imediatamente desmascarados, acabam indo presos e todos passam a saber quem estava debaixo da máscara, como o “Charada” destaque central desta alegoria.
5.º SETOR VISTO A MINHA MÁSCARA VERDE E ROSA.
As máscaras de carnaval chegaram ao Brasil no século XIX, encarregadas de expressar mitos, crítica social, ironia em relação às dificuldades cotidianas, enfim, desejos do imaginário. Estas máscaras de cunho artístico encontraram no Brasil outras de caráter ritualístico, mágico-religio, introduzidas pelos cultos.
11.ª Ala Crítica Social
É muito comum na época do carnaval vender máscaras de políticos usadas em vários blocos carnavalescos espalhados pelo país. Como o Bloco Pacotão, tradicional bloco carnavalesco de Brasília, criado nos anos 1970 por jornalistas, o bloco tem uma história de críticas a políticos. Os foliões esperam justamente o carnaval para satirizar os parlamentares e a situação do país.
12.ª Ala Pierrot Mascarado
O Pierrot, personagem cênico ingênuo e romântico, um clássico sonhador, disputa o amor da Colombina com o Arlequim. Compõe o universo dos Bailes de Máscaras. Apaixonado pela Colombina, porém tendo que dividir o seu amor com o Arlequim, o Pierrot é reconhecido como um sonhador. Seu sofrimento se expressa na lágrima sempre presente em seu rosto. A indumentária é composta por largas mangas e golas, e traz sempre às mãos o alaúde, instrumento musical que remete ao romantismo das serestas e serenatas.
13.ª Ala Colombina Apaixonada
A Colombina é uma personagem da commedia dell’arte, um gênero de teatro popular que surgiu na Itália, no século XVI. Em geral, aparece como uma serva ou empregada de alguma dama e é caracterizada como uma moça linda e inteligente, de humor rápido e irônico, sempre envolvida em intrigas e fofocas, apaixonada por arlequim, e amada em segredo pelo romântico pierrot.
5.ª ALEGORIA O CARNAVAL DA VERDE E ROSA
Destaque “A Mascarada” Patrícia Ferreira
Composição “Baile de Máscaras”
Destaque Central “A Alegria do Carnaval”, Cláudia Medanha
A ESACA, deusa da passarela tira sua máscara e mostra um verdadeiro carnaval de brilhos e cores em meio a alegria contagiante do folião.
Evocando a magia do carnaval europeu, trazido para o Brasil na segunda metade do século XIX. As mascaradas são referência dos tradicionais bailes promovidos pela elite São-joanense em teatros e clubes sociais, como “O Novo Clube Trombeteiros de Momo” – o tricolor – e o “Clube Democráticos”- carijó – de São João Nepomuceno.